XI Festival Internacional da Máscara Ibérica 5 a 8 de Maio

O festival de máscaras ibéricas está de regresso e este ano acontece, pela primeira vez, em Belém. Máscaras, caretos e foliões andarão à solta no Jardim da Praça do Império.

QUINTA A DOMINGO

Mostra das Regiões
Gastronomia, provas de produtos regionais, artesanato ao vivo, tertúlias, debates, workshops para crianças, teatro, Mini Desfile, Grande Desfile da Máscara Ibérica, exposição de fotografias e concertos de música. Haverá animação de rua todos os dias.

650 PARTICIPANTES | 36 GRUPOS | PORTUGAL ESPANHA COLÔMBIA PERU

  • Caretos de Grijó

    Caretos de Grijó

    Bragança, Portugal

    Estes rostos de madeira ganham vida, pelos seus olhos, sobrancelhas, orelhas e nariz bem esculpidos e uma língua a pender da boca. Traços que os diferenciam. Na quadra natalícia, celebra-se em Grijó da Parada o Solstício de Inverno e honra-se Santo Estevão com esta tradição que cobre ainda os rapazes de velhas colchas de lã e franjas garridas e chocalhos pendurados. Duas personagens, o “Rei” e o “Bispo”, mandam na festa.

  • Caretos da Parada

    Caretos da Parada

    Bragança, Portugal

    O poder da máscara transforma-os em seres superiores nesta festa em que os rapazes celebram o ritual de iniciação da passagem da infância para a idade adulta. Vestem-se de colchas de lã e franjas berrantes e usam máscaras de madeira, cortiça ou latão. Uma indumentária que lhes confere autoridade para expurgar todos os males da sociedade e consequentemente a purificação coletiva, de forma a estabelecerem a ordem essencial para a boa marcha de uma comunidade rural.

  • Caretos de Salsas

    Caretos de Salsas

    Bragança, Portugal

    A Festa de Reis, no primeiro fim de semana do ano, é coroada por estas figuras cobertas de lã colorida, com um capuz que lhes cobre a cara. De madeira, cortiça ou lata, a máscara assume, por vezes, um aspeto grotesco, quando ornamentada por dois chifres, sobrancelhas, bigode feito de pêlo, dentes ou língua de fora. Mas nem este aspeto excêntrico os impede de “chocalhar” quando, ao final da tarde ou pela calada da noite, irrompem pelas casas da aldeia para assediar as mulheres.

  • Caretos de Varge

    Caretos de Varge

    Bragança, Portugal

    É depois da missa de Natal, a 25 de dezembro, que a celebração católica dá lugar a uma festa pagã: a festa dos rapazes, vestidos de tiras coloridas e máscaras de narizes salientes, que aos pulos, rindo e gritando, espalham a euforia e a desordem na aldeia do nordeste transmontano, atirando feno ao povo, assediando raparigas, espalhando água das fontes e provocando animais. Um deles, encarrega-se das “loas”, que pontuam a cerimónia com a denúncia em praça pública de acontecimentos e condutas que visam pessoas da terra… para exorcizar todos os males da comunidade.

  • Máscaros de Vila Boa

    Máscaros de Vila Boa

    Vinhais, Bragança, Portugal

    A saída destes Máscaros para as ruas da aldeia, inicialmente realizada em honra de Santo Estevão, no solstício de Inverno, acontece agora no período do Carnaval, unindo a simbologia dos rituais do Solstício de Inverno com as do entrudo, perto do início da Primavera. Com máscaras moldadas, a canivete, na madeira de castanheira (pintada de vermelho e preto) ou em folha-de-flandres, estas figuras vestem calças e casaco de lã ou linho e ostentam chocalhos para afastar malefícios. Durante os festejos, ora lançam a confusão à saída da missa, ora vão à caça de enchidos, fazendo jus à sua própria natureza, entre o divino e o humano, como seres transcendentes que afirmam ser.

  • Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis

    Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis

    Coimbra, Portugal

    As máscaras são sempre em cortiça, de preferência um pedaço bem disforme que aluda ao diabólico. Já os adereços e a vestimenta podem ser de quase tudo: cornos de cabras, barba de milho, serapilheira, lã de ovelha, hastes de veados ou dentes de javali que podem ornamentar a roupa interior, usada por cima da roupa exterior, e trapos velhos que assentam virados do avesso. As combinações são feitas a gosto, por homens disfarçados de mulheres e vice-versa, nesta festa em que todos e todas aproveitam a sua camuflagem para poderem seduzir jovens, afugentar velhas e proclamar quadras jocosas, beneficiando de anonimato.

  • Cardadores de Vale de Ílhavo

    Cardadores de Vale de Ílhavo

    Ílhavo, Portugal

    Todos os anos os Cardadores saem à rua, no Domingo Gordo e na Terça-feira de Carnaval, para assustar os habitantes da terra. Carregados de simbolismo histórico e crítica social, a sua designação tem origem no cardar de lã, com a diferença que estes “cardam” pessoas, sobretudo raparigas, em vez de ovelhas.

    A roupa interior feminina serve de vestimenta a este grupo de homens, que usam combinação, lenço de tricana, meias e sapatilhas. Mais sofisticadas, as máscaras fazem-se de cotim, cortiça, bigodes de vaca ou de boi, duas asas de ave, gazetas (fitas), fio de vela e um toque de perfume, cuja essência é um mistério.

  • Caretos de Podence

    Caretos de Podence

    Macedo de Cavaleiros, Portugal

    Saem às ruas para o entrudo chocalheiro e, portanto, para “chocalhar” as mulheres com as campanas que trazem à cintura e celebrar os ‘contratos casamenteiros’ em plena noite de Domingo Gordo. A cor é um dos atributos mais relevantes na sua aparência, coberta da cabeça aos pés por franjas de lã tricolores (amarelo, verde e vermelho) e com máscaras rudimentares vermelhas em folha-de-flandres de onde sobressai um nariz pontiagudo. Apoiam-se num pau para saltarem, rodopiarem e correrem, à boa moda destes mascarados transmontanos.

  • Caretos da Lagoa

    Caretos da Lagoa

    Mira, Portugal

    É notória a semelhança com os povos nórdicos que se terão fixado, a partir do século IX, na região da Gândara (vasta sub-região de terrenos arenosos que entre as Gafanhas da ria de Aveiro até aos campos do Baixo Mondego). De saia e máscara munida de peles e cornos de animais, os caretos apresentam uma configuração híbrida, entre o ser humano e o animal, servindo-se da máscara – Campina – para adquirirem poderes sobrenaturais e combaterem as forças negativas que ameaçam a fertilidade, prosperidade e bem-estar da comunidade.

  • Pauliteiros de Miranda

    Pauliteiros de Miranda

    Miranda do Douro, Portugal

    Este grupo de dança, original das terras de Miranda, é uma das principais atrações do nordeste transmontano. A sua origem não é ainda consensual mas poderá remontar à Idade do Ferro, inspirada em alguns povos que se preparavam para os combates com este tipo de danças, trocando apenas as espadas pelos paus, para evitar riscos desnecessários. De resto, o espírito guerreiro é intrínseco ao “paulito”, o homem especialista na Dança dos Paus, tradição guerreira local. Constituído por 8 membros, todos do sexo masculino, o grupo dança e toca o folclore típico das terras mirandesas, ao som de instrumentos como a gaita-de-foles, o bombo ou a flauta pastoril.

  • Madamas e Caretos de Torre de Dona Chama

    Madamas e Caretos de Torre de Dona Chama

    Mirandela, Portugal

    A ronda pela vila dos mordomos e seus embudes – grandes funis em ferro –, chamando “nomes” aos donos das casas, dá início à festa de Santo Estevão, na noite de 25 de dezembro. Madrugada dentro, repete-se a ronda, depois de vinho, bacalhau assado e café junto à fogueira sempre acesa no largo da berroa e, já na manhã seguinte, as madamas oferecem petiscos crus de batata e rábano. A missa de Santo Estevão e a Bênção do Pão juntam todos os personagens que correm juntos a Mourisca, desde a igreja ao largo da feira, até que finalmente se incendeia o castelo, simbolizando a vitória dos cristãos sobre os mouros, episódio que esteve na origem desta povoação.

  • Chocalheiro de Bemposta

    Chocalheiro de Bemposta

    Mogadouro, Portugal

    Esta figura de referências zoomórficas, que leva na ponta de cada chifre uma laranja espetada, é uma figura simultaneamente solidária, mágica e diabólica. Dentro do seu fato de estopa tingida de preto, com listas vermelhas, o Chocalheiro bate a todas as portas da aldeia num peditório que, reza a lenda, terá sido um castigo por este demónio ter tentado Nossa Senhora, estando agora obrigado a pedir esmola para Ela e para o seu Filho. Todos os anos, entre o Natal e o Ano Novo, esta personagem demoníaca faz-se acompanhar de uma serpente enrolada no corpo, simbolizando o apelo à fertilidade.

  • Farandulo de Tó

    Farandulo de Tó

    Mogadouro, Portugal

    A festividade envolve quatro personagens e o Farandulo tem o papel principal na celebração da festa de Solstício de Inverno em Tó, aparecendo nas ruas da aldeia no dia de Ano Novo. Vestido com um casaco velho, do avesso, e uma saia sobre as calças, usa ainda um colar feito de carrinhos de linha em madeira e um saco a tiracolo. A cara é suja de carvão e na cabeça enverga uma coroa preta, feita de cartão, com uma caveira e dois ossos desenhados.

    Juntamente com a Sécia, o Moço e o Mordomo, o Farandulo brinda a população com encenações e perseguições amorosas que fazem as delícias de quem assiste.

  • Festa dos Velhos de Bruçó

    Festa dos Velhos de Bruçó

    Mogadouro, Portugal

    Um casal de velhos e um casal de novos representam cenas da vida real, por detrás de máscaras de plástico pintadas. Os velhos encarregam-se de angariar dádivas para o altar de Nossa Senhora e de preservar a ordem pública sob influência do cajado na mão, enquanto os mais jovens se entregam a apelos mais carnais. O Soldado tem a difícil tarefa de proteger e afastar da corte a leviana Sécia, sua companheira, que seduz todos os rapazes que se atravessam no seu caminho, num ritual repleto de sensualidade, com requintes burlescos, que dão colorido a esta festa pagã.

  • O Careto e a Velha de Valverde

    O Careto e a Velha de Valverde

    Mogadouro, Portugal

    O Careto sai à rua no dia 25 de dezembro, acompanhado da personagem da Velha. Ele usa uma máscara preta com a língua pendurada a sair-lhe da boca e um fato colorido e ela tem uma máscara feita de pele de ovelha, carregando no braço uma cesta. Juntos realizam um peditório pela localidade para depois se fazer um leilão dos bens recolhidos. Esta tradição do Careto e da Velha esteve desaparecida durante 100 anos e foi recentemente recuperada.

  • Velho de Vale do Porco

    Velho de Vale do Porco

    Mogadouro, Portugal

    Na aldeia de Vale do Porco, a figura do Velho, outrora chamado de Diabo, protagoniza todos os rituais da Festa de Natal. No dia 24 de dezembro, veste-se com um fato de serapilheira, cobre-se com uma máscara de madeira pintada de vermelho, fielmente executada por um artesão no trabalho das madeiras. Os chifres acentuam a aparência demoníaca e o barulho dos chocalhos presos à cintura ajuda a pedir cepo para acender a fogueira de Natal na praça central da aldeia. O ritual pagão continua pela mão deste velho diabo que, acompanhando o mordomo no peditório para o Menino Jesus, vai atiçando rapazes e raparigas da aldeia com um pau ou uma moca.

  • Brutamontes do Auto de Floripes

    Brutamontes do Auto de Floripes

    Viana do Castelo, Portugal

    É durante a romaria da Senhora das Neves – festa comum a três freguesias do concelho vianense (Vila de Punhe, Mujães e Barroselas) – que nos primeiros dias de agosto o Auto de Floripes é encenado. Esta representação popular remete-nos para os séculos XVI-XVIII e é inspirada num episódio extraído da guerra entre o imperador Carlos Magno e o rei Turco Almirante Balaão, uma guerra entre cristãos e mouros, onde os cristãos saem vitoriosos. Interpretado pelas gentes locais, esta tradição com mais de 300 anos é um misto de pantomina, recitativo e bailado e tem lugar ao ar livre no largo junto à igreja.

  • Maio de Nogueira

    Maio de Nogueira

    Vila Real, Portugal

    Em tempos, quando havia mais população a trabalhar nos campos, no final da campanha diária do primeiro dia do mês de maio, era designado um trabalhador que, estendido no chão, se sujeitava a cobrir-se de giestas, cingidas ao seu corpo por cordas de matéria vegetal. Como se o campo infértil ganhasse vida própria e decidisse mostrar-se às gentes. Com a diferença da estrutura metálica que hoje serve de suporte a esta ‘pele’ arbustiva orlada a amarelo vivo, esta tradição continua anualmente a levar um grupo de homens até terras incultas para se vestirem destas ramagens floridas, espalhando o seu perfume agreste.

  • Los Sidros y la Comedia de Valdesoto

    Los Sidros y la Comedia de Valdesoto

    Astúrias, Espanha

    Exímios saltadores que com a ajuda de uma vara giram no ar e fazem soar os seus chocalhos, os Sidros distinguem-se pelos “cucuruchos” na cabeça, feitos de pele e lã de ovelha que se prolongam até à cintura, complementando o fato com uma cauda de raposa que serve para saudar as moças. Mas o seu papel ultrapassa em muito o galanteio do feminino, com a missão de anunciar, realizar e programar as Comédias, representações teatrais que se repetem no domingo seguinte ao dos Reis, prosseguindo com a tradição dos mascarados de Inverno.

  • Real Banda de Gaitas de Oviedo

    Real Banda de Gaitas de Oviedo

    Astúrias, Espanha

    Criada no final de 1992, a Real Banda de Gaitas de Oviedo leva até ao público a música tradicional das Astúrias, transmitindo o sentir das gentes do norte de Espanha.
    Composta por 101 músicos, é presença constante nos eventos e cerimónias que decorrem dentro e fora da cidade, promovendo e divulgando o som da gaita asturiana. Com mais de 85
    apresentações por ano, a Real Banda de Gaitas de Oviedo é uma referência cultural da cidade de Oviedo e reconhecida um pouco por todo o mundo.

  • Las Carantoñas de San Sebastián

    Las Carantoñas de San Sebastián

    Acehúche, Cáceres, Espanha

    Estas feras representam o martírio com que São Sebastião se deparou quando os pagãos romanos descobriram a sua fé cristã, embora as mesmas feras tenham poupado o soldado romano por lhe reconhecerem a santidade. E é em honra deste soldado que em janeiro se celebra este ritual, enchendo as ruas de Acehúce, na província de Cáceres, com estas criaturas envergando peles de animais, na sua maioria de cabra e ovelha, com pedaços de raposa ou burro, pendentes da cintura e da cabeça. Estas máscaras peludas são usadas exclusivamente por homens que aproveitam esta tradição para cumprirem uma promessa.

  • Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero

    Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero

    Burgos Espanha

    Com origem na Idade Média, esta é uma tradição partilhada por inúmeras cidades de Espanha, mas em Aranda de Duero o surgimento destas figuras não aparece documentado até à primeira metade do século XX, especulando-se que já existiam há muitos anos e que tinham a finalidade de divertir os mais pequenos. Com cabeça e mãos feitas de pasta de papel e fibra de vidro,
    os Gigantes de Aranda deslocam-se vestidos de tecidos leves para pesar menos ao único homem que faz mover estes corpos sustentados por uma estrutura de madeira. Os Cabezudos trajam de cancionero arandino, figura popular da história da cidade, e têm na mira das suas pequenas vassouras crianças e jovens.

  • Los Gigantes de Sant Jordi Y Del Tricentenario

    Los Gigantes de Sant Jordi Y Del Tricentenario

    Catalunha, Espanha

    Na Catalunha a grande maioria das cidades, vilas e bairros têm os seus próprios gigantes, representantes de ilustres figuras locais e seus embaixadores em todo o território, participando nas maiores festas locais. Simbolizam a Barcelona barroca, ostentando uma fiel cópia da indumentária do século XVIII e aparecem apenas em ocasiões importantes.

    Esta é uma tradição remota que inicialmente estava ligada às celebrações de Corpus Christi mas que entretanto foi perdendo a sua natureza religiosa para uma índole de cariz mais popular.

  • Bonitas de Sande

    Bonitas de Sande

    Galiza, Espanha

    Estas Bonitas são inspiradas no fardamento trazido da guerra das Filipinas pela população local e dos arredores. As peças de roupa eram bonitas e o adjetivo serviu a estas máscaras, de vários tipos, as “abutardas” e “foleiros”, os “tisnados” e as “bonitas”, que se distinguem pelo elegante toucado de penas e a cara tapada por uma máscara de rede com olhos, nariz e boca pintados. Vestem-se com calças e camisa branca, gravata colorida, pano à cintura à laia de saia, dois lenços coloridos cruzados no dorso, sapatos escuros, polainas pretas engalanadas com fitas coloridas e na mão uma pequena vara para manterem a ordem durante a celebração do Entrudo galego.

  • Carnaval de Cobres

    Carnaval de Cobres

    Galiza, Espanha

    Durante os dias em que se celebra o Carnaval, de sábado a terça-feira, a partir das dez da manhã e até ao pôr-do-sol, as “Madamas” e os “Galáns” percorrem as casas das paróquias de Santa Cristina e San Adrián, engalanados com fitas, missangas e relógios. Os sumptuosos chapéus das Madamas, que podem chegar a pesar 7 quilos, decorados com joias verdadeiras e dos Galáns, ornamentados de flores, são elementos distintivos.

    Bailando ao som da sua música de gaiteiros, presenteiam o público por onde quer que passem com a sua alegria e a popular Danza de Cobres, levando a festa de porta em porta a todos os vizinhos.

  • Los Boteiros y Folión de Viana do Bolo

    Los Boteiros y Folión de Viana do Bolo

    Galiza, Espanha

    Com máscaras distintas, que representam as diversas paróquias, os Folions anunciam o desfile todos os Domingos de Carnaval, ao som das ruidosas pancadas nos bombos de percussão. Mais rebuscada é a ornamentação dos seus companheiros de desfile, os Boteiros, coroados com uma espécie de cornadura floral comprida numa alusão aos rituais antigos. A exuberância alia-se à “monca”, uma vara curta para manter os espetadores à distância. O Entrudo de Viana do Bolo é um dos mais originais e tradicionais da Galiza.

  • Los Danzantes y los Boteiros de Vilariño de Conso

    Los Danzantes y los Boteiros de Vilariño de Conso

    Galiza, Espanha

    No tradicional Carnaval de Vilariño do Conso, os foliões são chefiados por um par de Boteiros que vestem camisas bordadas com dezenas de fitas de várias cores, formando configurações geométricas e calças vermelhas com fechos laterias. A sua máscara, em madeira de Bétula pintada de negro e com nuances vermelhas, ganha dimensão pelos adornos por vezes surpreendentes. No domingo de Entrudo, estas figuras concentram-se na sede do município, acompanhadas pelos tocadores e dançantes da freguesia.

  • Los Peliqueiros y Parranfón de Campobecerros

    Los Peliqueiros y Parranfón de Campobecerros

    Galiza, Espanha

    Os Peliqueiros assinalam o primeiro dia do novo ano, fazendo soar os chocalhos por toda a aldeia, correndo e saltando com seus vistosos e elegantes trajes, perseguindo quem se atreva a cruzar o seu caminho. O Parranfón “invade” as casas dos vizinhos, sem que se descubra a sua verdadeira identidade, enquanto a vaca do ‘entroido’ se entretém a levantar as saias das mulheres da aldeia. A tradição, inspirada nos rituais de fecundidade e fertilidade, fica completa com um ‘tempero especial’ atirado à assistência, à base de farinha e formigas.

  • Los Diablos de Luzón, Guadalajara

    Los Diablos de Luzón, Guadalajara

    ESPANHA

    No Carnaval de Luzón, os homens transformam-se em demónios negros, untados de óleo e fuligem, com chifres de touro, dentes disformes e chocalhos presos à cintura. Depois da metamorfose, os diabos andam à solta pela povoação da província de Guadalajara, com o único objetivo de infernizar e tisnar o rosto de quem se atravessar no seu caminho sem máscara, especialmente se se tratarem de raparigas.

    Estes seres diabólicos, recuperados entre o final dos anos 70 e início da década de 80, permanecem até hoje como uma das mais fortes representações de rituais pagãos até hoje.

  • Los Jurrus y Birrias de Alija del Infantado

    Los Jurrus y Birrias de Alija del Infantado

    ESPANHA

    Em Alija del Infantado, na primeira lua cheia de cada ano, eram encenados os ataques da antiga confederação eurasiática de nómadas equestres Hunos (“Jurrus”) aos celtas que se sediaram em Castros no norte da Península Ibérica. Uns cobriam os rostos com máscaras, vestiam roupas de linho branco e as armas eram tenazes com dentes, “jurrando” a todos os castrenses que encontravam no caminho que se defendiam com lanças e “mazos” (armas escandinavas). Atualmente este ritual é celebrado por altura do Entrudo, no domingo antes da Terça-feira de Carnaval, numa simulação repleta de gritos guturais e o som incessante dos tambores.

  • Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina

    Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina

    León, Espanha

    O ‘guirrio’ orienta o ‘toro’ nesta festa carnavalesca com as duas figuras a assumirem o protagonismo, assustando as raparigas solteiras da aldeia. O colorido dos leques na cabeça do ‘Guirrio’ sobressai na indumentária branca, complementada com chocalhos e ancinhos. Mas o Entrudo é um direito de todos, crianças e anciães, que assim se juntam para misto de veneração ao animal e paródia agrícola com a representação religiosa, numa alusão aos ancestrais rituais de caça e fertilidade.

  • Los Hombres de Musgo de Béjar

    Los Hombres de Musgo de Béjar

    Salamanca, Espanha

    Reza a lenda que na noite anterior ao dia 17 de junho, dia da Festa de Santa Marina, junto às muralhas que defendiam a cidade, as tropas cristãs cobriram-se de musgo para surpreender os inimigos muçulmanos pela manhã. Desprevenidos, estes, sucumbiram e a fortaleza da cidade foi recuperada. O feito tem vindo a ser recriado, fundindo-se no século XIV com a festa do Corpo de Cristo, numa celebração que hoje e é considerada uma tradição de interesse turístico regional (1998) e nacional (2010).

  • Los Carnavales de Villanueva de Valrojo

    Los Carnavales de Villanueva de Valrojo

    Zamora, Espanha

    Os rituais deste Carnaval vêm de tempos antigos, fiéis ao conceito original de purificação e fertilidade. Durante o período carnavalesco surgem “diabos e chocalhos” que remetem para a celebração do Solstício de Inverno. A mudança na data de celebração deveu-se à necessidade de preservação destas festas perante a perseguição da igreja. As máscaras de plástico, cortiça ou cobre, os cornos e os chocalhos caracterizam os foliões nas suas rondas pela aldeia que perseguem com tenazes compridas as moças solteiras. Mas calha a todos, ninguém se livra de ser ameaçado pelos foliões durante os festejos que enchem de cor Villanueva de Valrojo.

  • Carnaval Hurdanu

    Carnaval Hurdanu

    AZABAL, CÁCERES

    Celebrado ao longo dos últimos 20 anos, esta é uma das celebrações mais singulares da região de Azabal, fazendo parte da identidade da população.
    No Carnaval Hurdano, as máscaras, danças, tambores e mesmo a gastronomia são pensados ao mínimo detalhe e caracterizam-se pela dualidade entre o homem e o animal, aludindo a tempos pré-históricos. São vários os protagonistas da festa, herdadas de outras tradições e lendas enraizadas na história da população, como el burro antrueju, el macho lanú, la mona, la tarara, el cenizu, el obispu jurdano, los diabrilluh y los mozos de guinaldu que são responsáveis por trazer o espírito anárquico, desinibido e provocador.

  • Carnaval de Barranquilla

    Carnaval de Barranquilla

    Barranquilla, Colômbia

    Por altura do Carnaval, a cidade de Barranquilla sofre uma profunda metamorfose, como se de um toque de magia se tratasse. Nas ruas surgem monstros do mar, da terra e das galáxias, que se juntam a figuras tradicionais locais, como os Toritos, com as suas máscaras de madeira – os protagonistas das Danzas de Congos –, os bailadores de la Cumbia e ainda os soldados do século XVIII, também responsáveis pelas Danzas del Paloteo. Festejos multiculturais, entre a tradição e a criatividade, que fazem de Barranquila um local de preservação e divulgação cultural, para além de um testemunho vivo desta tradição folclórica, nesta que é uma das maiores festas tradicionais da Colômbia.

  • Diablada

    Diablada

    PERÚ

    A máscara e o traje de diabo dão nome a esta dança que representa o confronto entre as forças do bem e do mal, numa alusão aos jesuítas instalados no Perú, no século XVI, que nos dias festivos ensinavam aos nativos o canto – dança sobre os sete pecados capitais e como os anjos vencem os demónios, para cristianizar os habitantes da zona. A origem desta dança também é atribuída à Dança de Anchanchu que é anterior aos autos sacramentais. Na atualidade a ‘Diablada’ é praticada em diversas regiões andinas, altiplano da América do Sul, ocidente da Bolívia e sul do Perú.

  • BANDAS

  • ORQUESTRA DE FOLES

    ORQUESTRA DE FOLES

    PORTUGAL

    A Orquestra de Foles é uma formação composta por instrumentos tradicionais onde se destacam gaitas e percussões, num projeto musical da Associação Gaita‐de‐Foles.

    Na rua ou no palco, esta sinfonia de foles, ponteiros, roncos, peles e aros promete o rigor de uma orquestra com a irreverência dos gaiteiros. Jogando com ritmos improváveis, arranjos arrojados e reportório diversificado, é um grupo capaz de elevar a gaita‐de‐foles ao lugar de destaque que merece.

    A Orquestra de Foles inventa assim a sua identidade musical, integrando temas tradicionais e composições originais, técnicas antigas e arranjos contemporâneos.

  • GALANDUM GALUNDAINA

    GALANDUM GALUNDAINA

    PORTUGAL

    Das terras de Miranda e do nordeste transmontano, chegam-nos os Galandum Galundaina, que trazem consigo a experiência de uma carreira de 20 anos, que contribuiu decisivamente para o reconhecimento do património musical, das danças e da língua de Miranda do Douro. O grupo, composto por quatro elementos, utiliza réplicas de instrumentos antigos como as gaitas-de-foles, a sanfona ou a flauta pastoril. Têm já três discos editados e um DVD gravado ao vivo. São uma presença assídua nos mais importantes festivais de world music e folk e preparam-se agora para trazer até ao FIMI, “Quatrada” o quarto álbum de originais.

  • LOS NIÑOS DE LOS OJOS ROJOS

    LOS NIÑOS DE LOS OJOS ROJOS

    ESPANHA

    Vindos de Cáceres, Los Niños de Los Ojos Rojos são um dos grupos espanhóis mais inovadores dos últimos tempos. Apostando num estilo musical independente e vanguardista, resultado da fusão entre o folk europeu de origem irlandesa, grega e balcã com ritmos mais modernos como o hip hop, disco, reggae, ska ou funk.

    Com quatro álbuns de originais editados, a banda já atuou um pouco por todo o mundo, transmitindo a sua energia e dando a conhecer as suas surpreendentes performances, que os tornaram uma das bandas espanholas com maior projeção internacional.

  • SONS DO DOURO

    SONS DO DOURO

    PORTUGAL

    “Sons do Douro” é um espetáculo único, que evoca o imaginário duriense e que, a cada momento musical, procura recriar – através da música popular e da percussão contemporânea – os ambientes de uma região cheia de história e identidade. Os temas compostos por Filipe Marado foram inspirados pelos sons das pipas de vinho que percorrem as margens do rio Douro; pelos pés que escorregam nos xistos dos socalcos ou pelas costas vergadas pelo peso dos cestos cheios da vindima; pelos chocalhos das juntas de bois ou pelo som cantado das tesouras de poda. Serão executados por 11 jovens músicos, provenientes dos concelhos de Lamego, Peso da Régua e Vila Real.