XI Festival Internacional da Máscara Ibérica 5 a 8 de Maio

O Festival Internacional da Máscara Ibérica volta a preencher durante quatro dias o Jardim da Praça do Império, em Belém, com algumas das mais ancestrais tradições pagãs da Península Ibérica.

QUINTA A DOMINGO

Mostra das Regiões
Gastronomia, provas de produtos regionais, artesanato ao vivo, tertúlias, debates, workshops, Mini Desfile, Grande Desfile da Máscara Ibérica, exposição de fotografias e concertos. Haverá animação de rua todos os dias com grupos de Espanha, Portugal, Irlanda e Brasil.

550 PARTICIPANTES | 30 GRUPOS | PORTUGAL ESPANHA BRASIL IRLANDA

  • Caretos de Grijó

    Caretos de Grijó

    Bragança, Portugal

    Estes rostos de latão ganham vida, pelos seus olhos, sobrancelhas, orelhas e nariz bem esculpidos e uma língua a pender da boca. Traços que os diferenciam. Na quadra natalícia, celebra-se em Grijó da Parada o Solstício de Inverno e honra-se Santo Estevão com esta tradição que cobre ainda os rapazes de velhas colchas de lã e franjas garridas e chocalhos pendurados. Duas personagens, o “Rei” e o “Bispo”, mandam na festa.

  • Caretos de Parada

    Caretos de Parada

    Bragança, Portugal

    O poder da máscara transforma-os em seres superiores nesta festa em que os rapazes celebram o ritual de iniciação da passagem da infância para a idade adulta. Vestem-se de colchas de lã e franjas berrantes e usam máscaras de madeira, cortiça ou latão. Uma indumentária que lhes confere autoridade para expurgar todos os males da sociedade e consequentemente a purificação coletiva, de forma a estabelecerem a ordem essencial para a boa marcha de uma comunidade rural.

  • Máscaros de Vila Boa

    Máscaros de Vila Boa

    Vinhais, Bragança, Portugal

    A saída destes Máscaros para as ruas da aldeia, inicialmente realizada em honra de Santo Estevão, no Solstício de Inverno, acontece agora no período do Carnaval, unindo a simbologia dos rituais do Solstício de Inverno com as do entrudo, perto do início da Primavera. Com máscaras moldadas, a canivete, na madeira de castanheiro (pintada de vermelho e preto) ou em folha-de-flandres, estas figuras vestem calças e casaco de lã ou linho e ostentam chocalhos para afastar malefícios. Durante os festejos, ora lançam a confusão à saída da missa, ora vão à caça de enchidos, fazendo jus à sua própria natureza, entre o divino e o humano, como seres transcendentes que afirmam ser.

  • Cardadores de Vale do Ílhavo

    Cardadores de Vale do Ílhavo

    Ílhavo, Portugal

    Todos os anos os Cardadores saem à rua, no Domingo Gordo e na terça-feira de Carnaval, para assustar os habitantes da terra. Carregados de simbolismo histórico e crítica social, a sua designação tem origem no cardar de lã, com a diferença que estes “cardam” pessoas, sobretudo raparigas, em vez de ovelhas. A roupa interior feminina serve de vestimenta a este grupo de homens, que usam combinação, lenço de tricana, meias e sapatilhas. Mais sofisticadas, as máscaras fazem-se de cotim, cortiça, bigodes de vaca ou de boi, duas asas de ave, gazetas (fitas), fio de vela e um toque de perfume, cuja essência é um mistério.

  • Caretos de Podence

    Caretos de Podence

    Macedo de Cavaleiros, Portugal

    Saem às ruas para o entrudo chocalheiro e, portanto, para “chocalhar” as mulheres com as campanas que trazem à cintura e celebrar os ‘contratos casamenteiros’ em plena noite de Domingo Gordo. A cor é um dos atributos mais relevantes na sua aparência, coberta da cabeça aos pés por franjas de lã tricolores (amarelo, verde e vermelho) e com máscaras rudimentares vermelhas em folha-de-flandres de onde sobressai um nariz pontiagudo. Apoiam-se num pau para saltarem, rodopiarem e correrem, à boa moda destes mascarados transmontanos.

  • Caretos da Lagoa

    Caretos da Lagoa

    Mira, Portugal

    É notória a semelhança com os povos nórdicos que se terão fixado, a partir do século IX, na região da Gândara (vasta sub-região de terrenos
    arenosos que entre as Gafanhas da ria de Aveiro até aos campos do Baixo Mondego). De saia e máscara munida de peles e cornos de animais, os caretos apresentam uma configuração híbrida, entre o ser humano e o animal, servindo-se da máscara – Campina – para adquirirem poderes sobrenaturais e combaterem as forças negativas que ameaçam a fertilidade, prosperidade e bem-estar da comunidade.

  • Brutamontes do Auto de Floripes

    Brutamontes do Auto de Floripes

    Viana do Castelo, Portugal

    É durante a romaria da Senhora das Neves – festa comum a três freguesias do concelho vianense (Vila de Punhe, Mujães e Barroselas) – que nos primeiros dias de agosto o Auto de Floripes é encenado. Esta representação popular remete-nos para os séculos XVI-XVIII e é inspirada num episódio extraído da guerra entre o imperador Carlos Magno e o rei Turco Almirante Balaão, uma guerra entre cristãos e mouros, onde os cristãos saem vitoriosos. Interpretado pelas gentes locais, esta tradição com mais de 300 anos é um misto de pantomina, recitativo e bailado e tem lugar ao ar livre no largo junto à igreja.

  • Gigantones e Cabeçudos de Viana do Castelo

    Gigantones e Cabeçudos de Viana do Castelo

    Viana do Castelo, Portugal

    O surgimento dos Gigantones e Cabeçudos na Romaria da Senhora d’Agonia, em Viana do Castelo, data do século XIX. O boneco, com 3,5 a 4 metros de altura, tem uma estrutura que permite ser “vestido” e manuseado por uma pessoa no interior. A cabeça de grandes dimensões, feita de pasta de papel, e o resto da estrutura podem atingir 30 kg, peso suportado pelos ombros do manuseador e que faz com que a amplitude de movimentos do boneco seja limitada. Aparecem aos pares, com forte distinção de classes sociais: Manuel e Maria representam o povo, o Doutor e a Senhora representam a burguesia. Desfilam habitualmente ao ritmo dos bombos dos Zés P’reiras.

  • Mascarilla Que No Me Conoces

    Mascarilla Que No Me Conoces

    Rus, Jáen, Andaluzia, Espanha

    A Festa de Mozos é a mais tradicional das festas de Rus e única no território espanhol. A celebração começa sempre no penúltimo domingo de setembro e tem origem na Epidemia de Peste Bubónica (Peste Negra) que matou a maioria dos jovens da localidade. Conta-se que para combater a Epidemia os habitantes de Rus organizaram a procissão do Santíssimo Sacramento e que os doentes começaram a ficar curados. Este acontecimento é desde então lembrado com uma procissão do Santíssimo Sacramento e, ao mesmo tempo, com um carnaval de “Máscaras”, em que a peça mais notável é a “Mascarilla Que No Me Conoces” munida com um sino que serve para espantar a morte.

  • Los Sidros Y La Comedia De Valdesoto

    Los Sidros Y La Comedia De Valdesoto

    Astúrias, Espanha

    Exímios saltadores que com a ajuda de uma vara giram no ar e fazem soar os seus chocalhos, os Sidros distinguem-se pelos “cucuruchos” na cabeça, feitos de pele e lã de ovelha que se prolongam até à cintura, complementando o fato com uma cauda de raposa que serve para saudar as moças. Mas o seu papel ultrapassa em muito o galanteio do feminino, com a missão de anunciar, realizar e programar as Comédias, representações teatrais que se repetem no domingo seguinte ao dos Reis, prosseguindo com a tradição dos mascarados de Inverno.

  • Mazcaritos D’Uviéu

    Mazcaritos D’Uviéu

    Astúrias, Espanha

    Mencionados pela primeira vez no século XVII, foram desaparecendo no século XX e chegaram mesmo a ser proibidos na Ditadura franquista. Aparecem representadas em quadros do pintor asturiano Evaristo Valle, em 1928. Entre as personagens que compõem estes Mazcaritos, a Destrozona é a mais importante. Trata-se de um homem disfarçado de bruxa, que persegue a população
    com uma vassoura, enquanto grita e provoca a autoridade com gritos e versos satíricos. Os Zaparrastros, os Sábanos, o Galán e a Madama, a Rollona com o Neñu e o Soldáu, o Cura e o Diablo são algumas das outras figuras que completam o elenco desta Mascarada.

  • Carnaval Hurdano

    Carnaval Hurdano

    Azabal, Cáceres, Espanha

    Celebrado ao longo dos últimos 20 anos, esta é uma das celebrações mais singulares da região de Azabal, fazendo parte da identidade da população. No Carnaval Hurdano, as máscaras, danças, tambores e mesmo a gastronomia são pensados ao mínimo detalhe e caracterizam-se pela dualidade entre o homem e o animal, aludindo a tempos pré-históricos. São vários os protagonistas da festa como el burro antrueju, el macho lanú, la mona, la tarara, el cenizu, el obispu jurdano, los diabrilluh y los mozos de guinaldu que são responsáveis por trazer o espírito anárquico, desinibido e provocador.

  • Jarramplas

    Jarramplas

    Piornal, Cáceres, Espanha

    As Jarramplas de janeiro trocam o arremesso do tomate, famoso noutras partes do país, pelo do nabo e foram elevadas a Festas de Interesse Nacional em Espanha. O alvo é sempre e só um mascarado (de cabeça coberta por fibra de vidro pintada, cornos ostensivos e fitas coloridas pelo corpo inteiro), que representa um ladrão de gado à mercê da justiça da população.

  • Bonitas de Sande

    Bonitas de Sande

    Galiza, Espanha

    Estas Bonitas são inspiradas no fardamento trazido da guerra das Filipinas pela população local e dos arredores. As peças de roupa eram bonitas e o adjetivo serviu a estas máscaras, de vários tipos, as “abutardas” e “foleiros”, os “tisnados” e as “bonitas”, que se distinguem pelo elegante toucado de penas e a cara tapada por uma máscara de rede com olhos, nariz e boca pintados. Vestem-se com calças e camisa branca, gravata colorida, pano à cintura à laia de saia, dois lenços coloridos cruzados no dorso, sapatos escuros, polainas pretas engalanadas com fitas coloridas e na mão uma pequena vara para manterem a ordem durante a celebração do Entrudo galego.

  • Entroido de Samede

    Entroido de Samede

    Galiza, Espanha

    No “Domingo de Piñata”, Samede celebra o Entroido Grande. Um dos pontos altos desta celebração é a dança “Muiñeira Cruzada”, onde se destacam as “Máscaras” adornadas com fitas, laços coloridos e chapéus enfeitados com penas e que deve juntar, pelo menos, 10 pares.Contam os mais velhos que o Entroido de Samede se celebrava desde há muitos anos, mas que nos anos 60, devido a uma conjugação de fatores, deixou de se festejar. Nos últimos anos, um grupo de Samede iniciou um exaustivo trabalho de investigação e documentação para recuperar este tradicional Entroido.

  • Los Boteiros Y Folión De Viana Do Bolo

    Los Boteiros Y Folión De Viana Do Bolo

    Galiza, Espanha

    Com máscaras distintas, que representam as diversas paróquias, os Folions anunciam o desfile todos os Domingos de Carnaval, ao som das ruidosas pancadas nos bombos de percussão. Mais rebuscada é a ornamentação dos seus companheiros de desfile, os Boteiros, coroados com uma espécie de cornadura floral comprida numa alusão aos rituais antigos. A exuberância alia-se à “monca”, uma vara curta para manter os espetadores à distância. O Entrudo de Viana do Bolo é um dos mais originais e tradicionais da Galiza.

  • Los Mazcaras Y Los Lardeiros De Manzaneda

    Los Mazcaras Y Los Lardeiros De Manzaneda

    Galiza, Espanha

    O Entrudo celebrado em Manzaneda tem como principais figuras Los Mazcaras e Los Lardeiros, que apresentam ao público uma característica dança, envergando na cabeça uma enorme armação, cónica, decorada com fitas coloridas, podendo a cara estar também coberta. Percorrem as aldeias, de casa em casa, com cantares e dizeres que, umas vezes, ridicularizam ou exaltam eventos locais que aconteceram ao longo do ano e que, outras vezes, são alusivos às respetivas famílias que os recebem, que respondem oferecendo bebidas e petiscos. As casas que estão de luto são respeitadas.

  • Las Pantallas De Xinzo De Limia

    Las Pantallas De Xinzo De Limia

    Galiza, Espanha

    As “Pantallas” são o motor do Carnaval de Xinzo de Limia, o mais longo de toda a Espanha. Vestidas de branco, capa negra ou vermelha, com fitas coloridas, um cinturão nos mesmos tons, cravado de pequenos sinos e uma máscara colorida (que dá o nome ao disfarce) estas personagens ancestrais percorrem as ruas, empunhando as tradicionais bexigas de vitela cheias de ar, em busca de homens não disfarçados. Nunca perseguem mulheres. Objetivo? Levar os homens ao bar mais próximo, onde pagam em taças de vinho branco a ousadia de não se mascararem.

  • Los Toros Y Los Guirrios De Vellila De La Reina

    Los Toros Y Los Guirrios De Vellila De La Reina

    León, Espanha

    O “guirrio” orienta o ‘toro’ nesta festa carnavalesca com as duas figuras a assumirem o protagonismo, assustando as raparigas solteiras da aldeia. O colorido dos leques na cabeça do ‘Guirrio’ sobressai na indumentária branca, complementada com chocalhos e ancinhos. Mas o Entrudo é um direito de todos, crianças e anciães, que assim se juntam para misto de veneração ao animal e paródia agrícola com a representação religiosa, numa alusão aos ancestrais rituais de caça e fertilidade.

  • Los Hombres De Musgo De Béjar

    Los Hombres De Musgo De Béjar

    Salamanca, Espanha

    Reza a lenda que na noite anterior ao dia 17 de junho, dia da Festa de Santa Marina, junto às muralhas que defendiam a cidade, as tropas cristãs cobriram-se de musgo para surpreender os inimigos muçulmanos pela manhã. Desprevenidos, estes, sucumbiram e a fortaleza da cidade foi recuperada. O feito tem vindo a ser recriado, fundindo-se no século XIV com a festa do Corpo de Cristo, numa celebração que hoje e é considerada uma tradição de interesse turístico regional (1998) e nacional (2010).

  • Merdeiros de Vigo

    Merdeiros de Vigo

    Vigo, Espanha

    O Merdeiro é uma personagem do Entrudo tradicional de Vigo que remonta aos anos 20 do século passado. Simboliza a rivalidade existente entre marinheiros e camponeses e neste caso, chegado o Entrudo, os marinheiros transformavam-se em Merdeiros, vestindo roupas típicas da faina agrícola, com especial destaque aos elementos mais representativos e exacerbando o comportamento habitual dos camponeses enquanto vagueavam pelas ruas. É uma personagem mal vista pela população, irreverente, que corre, grita e golpeia com uma vara quem encontra pelo caminho. O Merdeiro desapareceu nos anos 30 do século XX e foi recuperada em 2006 pela Associação Etnográfica “A Merdeira”.

  • El Atenazador De San Vicente De La Cabeza

    El Atenazador De San Vicente De La Cabeza

    Zamora, Espanha

    É uma festa de verão, a única que se realiza em época estival. Inicialmente celebrada a 29 de junho, dia de São Pedro, comemora-se hoje a 11 de agosto, coincidindo com as festas do padroeiro – São Lourenço – e aproveitando a presença de mais pessoas na localidade. Os protagonistas são os Atenazadores, assim batizados por causa das grandes tenazes articuladas, feitas de madeira, que trazem nas mãos. Do desfile fazem ainda parte a Filandorra, os Pobres, os Noivos – que simbolizam o bem – e os Gaiteiros, que animam a festa com canções tradicionais.

  • El Carnaval Del Toro De Morales De Valverde

    El Carnaval Del Toro De Morales De Valverde

    Zamora, Espanha

    O Toro é a principal personagem do carnaval de Morales de Valverde. É em torno desta figura, feita com uma estrutura de madeira, coberta com um tecido branco e adornada com chifres de vaca e chocalhos, que decorre toda a ação deste dia. O Torero, outra personagem desta celebração, não aparece para tourear o Toro, embora às vezes também o faça. A sua missão é ajudá-lo a “cornear” as raparigas solteiras da aldeia, que aparecem vestidas com o rodao, traje típico da região. Outras figuras deste Carnaval são os Gordos – vestidos com roupas tradicionais e cheias de palha, o que os ajuda a alcançar a desejada aparência mais rechonchuda – los Novios, los Birrias ou el Feo.

  • El Pajarico Y El Caballico De Villarino Tras La Sierra

    El Pajarico Y El Caballico De Villarino Tras La Sierra

    Zamora, Espanha

    Esta festa, também conhecida como festa de Santo Estêvão por ser a 26 de Dezembro, é considerada uma festa de rapazes. Os participantes percorrem a aldeia, de casa em casa. Da celebração destacam-se três personagens. A primeira é o Pajarico. Vai sem máscara, levando consigo apenas uma vara que na ponta tradicionalmente trazia um pássaro morto. A segunda personagem, e a mais ativa, é o Caballico que tem como missão sujar com barro e água todos os presentes. Desde 2007, recuperou-se uma outra personagem: os Zamarrones, uma espécie de Diabo presente em todas as procissões pagãs.

  • La Filandorra De Ferreras De Arriba

    La Filandorra De Ferreras De Arriba

    Zamora, Espanha

    Celebra-se a 26 de Dezembro e representa a dualidade de conceitos: o bem e o mal, os Feos (o Diablo e a Filandorra) e os Guapos (o Galán e a Madama). A festa começa depois da Missa. Inesperadamente, gritando e soando os chocalhos aparecem os Feos para atacar todos os paroquianos: o Diablo “ataca” os aldeões, a Filandorra deixa a marca negra da sua estrela queimada, em todos os rostos. As quatro personagens percorrem depois a povoação entrando em todas as casas: primeiro os Feos (o mal), como que a simbolizar o perigo, depois os Guapos. A saída de cada casa é na ordem inversa. Os últimos a sair são os Guapos, significando a vitória do bem.

  • La Visparra De San Martín De Castañeda

    La Visparra De San Martín De Castañeda

    Zamora, Espanha

    Nesta localidade, junto ao Lago de Sanabria, a 5 de janeiro, pelas três da tarde, os moradores celebram La Visparra. A figura central desta festa é a Talanqueira ou, neste caso, duas Talanqueiras. O traje consiste numa estrutura de madeira coberta com tecido colorido (vermelho para o Touro, amarelo para a Vaquita), com um par de chifres numa das extremidades da estrutura e uma cauda na outra. Este enquadramento e a forma de transporte são únicos na Península Ibérica. Apesar de serem as personagens mais assustadoras da Visparra, as Talanqueiras são também as mais simbólicas: o Touro evoca a fertilidade animal e humana e a Vaquita, símbolo da Terra, remete para as lides agrícolas.

  • Los Carnavales De Villanueva De Valrojo

    Los Carnavales De Villanueva De Valrojo

    Zamora, Espanha

    Os rituais deste Carnaval vêm de tempos antigos, fiéis ao conceito original de purificação e fertilidade. Durante o período carnavalesco surgem “diabos e chocalhos” que remetem para a celebração do Solstício de Inverno. A mudança na data de celebração deveu-se à necessidade de preservação destas festas perante a perseguição da igreja. As máscaras de plástico, cortiça ou cobre, os cornos e os chocalhos caracterizam os foliões nas suas rondas pela aldeia que perseguem com tenazes compridas as moças solteiras. Mas calha a todos, ninguém se livra de ser ameaçado pelos foliões durante os festejos que enchem de cor Villanueva de Valrojo.

  • Los Diablos De Sarracín

    Los Diablos De Sarracín

    Zamora, Espanha

    Sarracín de Alíste recebe no primeiro dia de cada ano a mais completa das procissões pagãs, as Obisparras, e a única em que aparece o Bispo, o Obispo, que dá o nome à Procissão. O grupo dos Diablos é o mais importante. Reza a lenda que estes Diablos viviam nas montanhas e só desciam ao povoado no Dia de Ano Novo, para pedir. Numa dessas visitas terão encontrado o Ciego e o Molacillo, a quem tentaram de imediato expulsar. O enredo é completo com uma história de paixão. O Diablo Grande apaixona-se pela Madama e para poder casar com ela deve primeiro matar o seu próprio filho. O Bispo aparece por breves instantes, para o enterro do filho do Diablo.

  • Boi Tinga

    Boi Tinga

    São Caetano de Odivelas, Pará, Brasil

    O Boi Tinga é uma tradição de São Caetano de Odivelas que data de 1937, fazendo parte das celebrações odivelenses do boi de máscaras. Esta celebração apresenta uma formação diferenciada das demais, contando com a participação de vários foliões, 15 cabeçudos, 50 a 60 pierrôts, dois vaqueiros, buchudos e o Boi Tinga, elementos tradicionais dos bois de máscaras do município. Estas personagens incorporam um espírito de verdadeira folia e brincadeira, desfilando ao som de tradicionais marchinhas, frevos, sambas e marcha de Boi, formada pelos alunos da Escola de Música Rodrigues dos Santos e Milícia Odivelense.

  • The Mummers

    The Mummers

    Irlanda

    Ninguém sabe, ao certo, quando e onde começou esta tradição. Um Mummer é alguém mascarado de forma tradicional, isto é, a máscara é feita de palha e contempla um enorme chapéu – geralmente cónico – que cobre a cara. Estes mascarados representam uma peça, com personagens fixos: o herói mata o vilão, que renasce graças a uma poção mágica administrada por um médico. A partir deste momento, aparecem em cena outras personagens, cada uma com a sua rima.

  • BANDAS

  • Bregia

    Bregia

    Irlanda

    Os Bregia são um grupo de músicos, que se reúne ocasionalmente para tocar música tradicional irlandesa, levando-a além-fronteiras. Os instrumentos tradicionais e os sons intemporais da Irlanda são uma constante, levando o público numa viagem pelo património e paisagem da Ilha Esmeralda. Reconhecidos pela alegria e energia contagiante, os Bregia prometem em Lisboa uma noite de grande animação.

  • Realejo

    Realejo

    Portugal

    Criado em Coimbra, em 1990, o grupo Realejo combina sonoridades da música tradicional portuguesa e europeia. Daqui resulta um trabalho de excelência que conta com instrumentos acústicos e tradicionais, alguns deles criados por um dos seus elementos, Fernando Meireles (é ele o único construtor de Sanfonas em Portugal). A partir de 2000, o grupo começou também a explorar a utilização da voz em temas tradicionais e em temas de autoria própria. Em 2005 foi selecionado para representar Portugal no Festival de Músicas do Mundo Dock de Sud, em Marselha (França).

  • Oscar Ibáñez

    Oscar Ibáñez

    Espanha

    Oscar Ibáñez é um gaiteiro e flautista que faz uma fusão musical sem limites com base nas suas raízes e no trabalho de pesquisa e criação. A sua carreira iniciou-se em diferentes grupos de música tradicional com o qual percorreu toda a Europa, na docência em mais de 10 países da Europa e América do Norte e na sua participação nos concursos de gaita galega de maior prestígio, em que arrecadou mais de 40 prémios em ambos os tipos de escrita aberta e fechada. O álbum mais recente é uma homenagem a um dos gaiteiros mais importantes da Galiza, Ricardo Portela.

  • Toques do Caramulo

    Toques do Caramulo

    Portugal

    Os Toques do Caramulo reinventam-se continuamente, fazendo música nova das velhas cantigas e levando o público a surpreender-se com o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Com amplo reconhecimento nacional e internacional, este é um espetáculo de forte energia musical e interação com o público, fazendo de cada concerto uma grande festa para todas as idades. Em 2017
    lançaram “mexe!”, o terceiro disco de Toques do Caramulo, descrito pelos próprios como “um rodopio alegre e também profundo. Música fresca da nascente, colorida como fim de chuva”.